Boletim Deser – Aditivos no tabaco; exportações batem recorde em 2013; safra 2013/2014 e o preço do tabaco

O Deser (Departamento de Estudos Sócio-Econômicos Rurais) divulgou recentemente o 1º Boletim anual sobre a cadeia de tabaco no Brasil. Nesta edição é discutida a situação atual dos aditivos de cigarros referente a RD 14/2012 da Anvisa. Também são detalhadas informações atualizadas sobre as exportações de tabaco manufaturado e não manufaturado no Brasil e no mundo.

Outra questão apresentada se refere ao preço do tabaco para a safra de 2013/2014, que até o momento não teve um valor fixo definido, ao passo em que agricultores familiares já estão em exaustivo processo de trabalho na colheita e preparo do fumo, entregando o produto às indústrias fumageiras mesmo não sabendo o valor de mercado que será aplicado.

O Boletim é formulado pela equipe do Deser por meio do monitoramento de notícias vinculadas na mídia recentemente e dados divulgados por empresas e associações que integram a cadeia do tabaco. Por meio deste estudo procura-se realizar uma análise sobre os problemas que integram a cadeia do tabaco no Brasil, demostrando à sociedade algumas informações que não chegam a ser amplamente divulgadas, porém, importantes na busca do desenvolvimento social das famílias produtores de tabaco, assim como para o prosseguimento de ações e políticas de controle do tabagismo.

O boletim está disponível para download e leitura em PDF.

Para mais informações e inclusive  ter acesso aos boletins anteriores, é só acessar o site do Deser.

Texto: Caroline Meira – Deser

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Diversificação como meio de saída do cultivo de tabaco

Produtores familiares de tabaco sempre procuram aplicar a diversificação de cultivo em suas propriedades. Porém, a diversificação depende também da área disponível para plantio, investimento financeiro, acompanhamento técnico. É um trabalho de estudos, pesquisa e de longo prazo, que pode trazer grandes benefícios sociais e econômicos às famílias envolvidas.
O ideal é buscar uma mudança com a diversificação, para que famílias deixam de plantar o tabaco e encontrem um cultivo que se aplique como principal fonte de renda, trazendo melhora na qualidade de vida e no desenvolvimento social do pequeno agricultor.

A matéria abaixo foi publicada no jornal Zero Hora, e integra outras conteúdos especias produzidos pelo jornal referentes à produção de tabaco no Brasil.

Texto: Caroline Meira – Jornalismo Deser

Produtor de tabaco aposta na diversificação

Investimento em outras culturas melhora renda, reduz custos e atende à demanda do mercado

Investimento em outras culturas melhora renda, reduz custos e atende à demanda do mercado

Investir em diferentes produtos agrícolas para aumentar a renda da família é uma ação que se consolida entre os produtores de tabaco. Essa tendência decorre de fatores bastante lógicos: reduz gastos por meio de culturas de subsistência (como leite,
hortaliças e frutas), pode ser fonte de matéria-prima para manter a propriedade (como ração animal) e permite aumentar e distribuir melhor os recursos (a venda do fumo
ocorre apenas uma vez ao ano).

– Há 10 anos, o fumo representava 67% da receita da propriedade. Atualmente, é 56%, o que evidencia a diversificação – diz o presidente da Associação dos Fumicultores do
Brasil (Afubra), Benício Werner.

Entre as iniciativas colocadas em prática está o programa RS Mais Grãos, do governo estadual, que libera crédito para adaptação das estufas de fumo para a secagem de grãos. A ideia foi baseada no Programa Milho e Feijão após a Colheita do Tabaco,
criado pela Souza Cruz, que completa 30 anos. Segundo a empresa, o projeto alcançou cerca de 70 mil produtores nos três Estados do Sul no ano passado.

Além de promover melhor aproveitamento das instalações já construídas, como as estufas, que costumam ficar ociosas nove meses por ano, o programa estimula o plantio de grãos na entressafra do fumo.

– Os fumicultores já têm renda garantida com o tabaco. Com o estímulo à adoção de outras culturas, terão dinheiro o ano todo – prevê o secretário estadual da Agricultura,
Luiz Fernando Mainardi.

Em Venâncio Aires, Sanges Klafke, 45 anos, utiliza a própria estufa de fumo para secar e armazenar os grãos. Para isso, a única diferença na estrutura entre a secagem de tabaco e a de milho é um pano.

– É muito fácil, basta colocar um pano de algodão, uma tela de sombrite ou pode ser qualquer coisa que impeça o grão de cair das grades – explica Klafke.

Além da adaptação da estufa, o produtor deve cuidar na temperatura do espaço. Enquanto as folhas de fumo exigem regulagem entre 90ºF e 165ºF, dependendo da etapa de cura, o milho requer em torno de 130ºF. Detalhes de manejo como esse devem ser repassados pelos próprios técnicos das fumageiras. A partir de fevereiro, eles serão treinados pelo programa RS Mais Grãos para poder repassar as informações aos agricultores.

VANTAGENS DA ADAPTAÇÃO DE ESTUFAS

1) Distribuição dos ganhos: o armazenamento de grãos permite ao produtor escolher o momento ideal para a venda, o que pode proporcionar um aumento médio de 15% nos preços.

2) Qualidade garantida: usar o próprio grão dá segurança sobre a qualidade do produto.

3) Redução das perdas: estimativas do governo apontam danos qualitativos e quantitativos em torno de 20% a 30% nas etapas pós-colheita (transporte, secagem, armazenagem, processamento e comercialização).

4) Alternativa de renda: com milho estocado, o agricultor pode investir em atividades como leite, suínos e aves, gerando recursos o ano inteiro.

5) Custos menores: deslocamento e armazenamento externo custam pelo menos o dobro do que armazenar na propriedade.

Foto: Cesar Lopes

Fonte: Zero Hora

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Fumicultura vem perdendo espaço entre agricultores familiares

Matéria produzida pelo programa Negócio da Terra, da Rede Massa (SBT), e exibida no dia 27 de janeiro.
A reportagem contou com a colaboração técnica do Deser.
Participaram da matéria o Sindicato de Trabalhadores Rurais de Palmeira, além dos agricultores familiares.
A matéria aborda a produção do tabaco no Brasil, que nos últimos anos obteve um significativo crescimento ao passo que famílias deixaram de produzir o fumo.
Famílias produtoras de tabaco e famílias que deixaram de produzir participaram da reportagem, apresentando suas experiências com o cultivo.

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Agricultores do PR trocam as lavouras de fumo por morango

Paraná é o terceiro produtor nacional de fumo e de morango

Paraná é o terceiro produtor nacional de fumo e de morango

Em Prudentópolis, no Paraná, agricultores melhoram de vida com a substituição das lavouras de fumo pelas de morango. O negócio deu tão certo que uma agroindústria foi instalada na região, gerando emprego e aumentando a renda. O estado é o terceiro produtor nacional de fumo e também de morango.

As frutinhas vermelhas surgem em meio ao verde da plantação. Em uma área de pouco mais de ½ hectare, onde antes se plantava fumo, hoje há 35 mil pés de morangos.

Prudentópolis tem 8 mil pequenos produtores. A diversificação das atividades e principalmente a produção de frutas têm ajudado os agricultores a deixar o fumo.

Luiz e Joana Beló investiram aproximadamente R$ 30 mil no cultivo da fruta e contam que, além do capital, a atividade exigiu apoio técnico.

A colheita segue até o fim de janeiro. De outubro pra cá, o casal colheu mais de 20 mil quilos de morangos e já conseguiu cobrir o investimento inicial.

Toda a produção tem venda certa, vai para uma indústria de polpa de frutas do noroeste do Paraná. A sede instalada em Prudentópolis, há apenas um ano e meio, só cresce. “A gente espera nesta safra uma produção de 150 toneladas de frutas e tem planos de crescimento. Ano que vem queremos chegar a 800 toneladas”, diz Ari Borsuk, responsável técnico da indústria.

A indústria fez uma parceria com uma associação de produtores rurais da cidade e emprega 30 mulheres no período de safra. Elas limpam as frutas, que depois são lavadas e embaladas para a indústria.

Muitas também são ex-produtoras de fumo e a produção de morangos dá a elas uma vida melhor.

Fonte: G1

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Jornal Futura – Fumo x Orgânico

Matéria produzida e apresentada na edição do dia 05 de dezembro no Jornal Futura

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Boletim Deser 05/2013 – Tabaco no Brasil: Consumo em queda, produção em alta

O Deser (Departamento de Estudos Sócio-Econômicos), divulgou nesta semana o 5ºboletim anual com informações referentes à cadeia produtiva de tabaco no Brasil. No material são apresentados dados referentes a produção nos últimos anos, com comparativo dos lucros dentro do setor.

O boletim tem o objetivo de promover um debate sobre a implantação de políticas públicas referentes a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, que nos últimos anos levou a uma diminuição do consumo de cigarros no país por parte da população. Porém, a produção rural interna de tabaco apenas aumentou nos últimos anos, ao passo que famílias produtoras têm deixado de cultivar o fumo, mas por motivos excludentes da própria indústria, e não pelo diminuição do consumo.

O documento está disponível em PDF para leitura e download no site do Deser.

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Divulgado resultado de Chamada Pública de Ater para diversificação na agricultura familiar na região Sul

O Ministério do Desenvolvimento Agrário, divulgou no dia 19 de novembro os resultados finais da Chamada Pública de Ater (Assistência Técnica e Extensão Rural) n° 06/2013, com propostas técnicas de entidades que irão prestar serviços de assistência para programas de diversificação no campo com famílias produtoras de tabaco.

O Icaf (Instituto de Cooperação para Agricultura Familiar), em parceria com o Deser (Departamento de Estudos Sócio-Econômicos), e a Fetraf-Sul (Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul), foi selecionado para o lote 13 que terá atividades desenvolvidas no Paraná, nos municípios do sudeste do Estado: Guamiranga, Imbituva, Ipiranga, Ivái, Prudentópolis, São João do Triunfo, São Matheus do Sul, Irati, Palmeira, Mallet, e Rio Azul.

As atividades propostas na chamada pública devem ser realizadas dentre um períodos de três anos, sendo que o investimento completo da Chamada para todos os treze lotes é de R$ 52.607.203,30. Deste total, R$ 5.910.967,39 é destinado ao lote 13 que irá atender 1.200 famílias de fumicultores. Um total de R$1.641,93 por família atendida.

Cleimary Fatima Zotti, engenheira agrônoma, coordenadora do Projeto de Ater para o lote 13, cita destaca sobre a necessidade de políticas públicas voltadas a diversificação. “A realização dessa chamada de Ater para a diversificação em áreas cultivadas com tabaco é uma ação fundamental e estratégica, para efetivamente contribuir com as famílias produtoras, que buscam pela diversificação ou pela substituição da cultura por outra fonte de renda, e sozinhas vêem-se sem condições de fazê-la. Certamente é um grande desafio que conta com importantes parcerias”.

A Chamada Pública de Ater

A Chamada Pública de Ater nº 06/2013 seleciona instituições para a execução de serviços de assistência técnica nos estados fumicultores da região sul, já que 98% da produção nacional de tabaco é cultivado no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O público total atendido na Chamada será de 11.200 famílias produtoras de tabaco, ou que tenham cultivado tabaco até o ano de 2009. O objetivo desta assistência rural será de promover a diversificação de produção e renda, de acordo com o contexto social e econômico de cada localidade.

Este projeto de Ater é uma dentre muitas ações propostas na Convenção Quadro para o Controle do Tabaco, da Organização Mundial da Saúde (OMS), a qual o Brasil ratificou em 2005. A Convenção apresenta uma série de propostas para o controle do tabagismo, e em especial os Artigos 17 e 18, que se referem em disponibilizar apoio às atividades alternativas economicamente viáveis à cultura do tabaco e a saúde e meio ambiente, respectivamente, por meio de políticas públicas.

Amadeu Bonato, coordenador do Deser, lembra a importância da participação do Departamento ao integrar a Chamada. “Para o Deser significa contribuir na prática com os agricultores de tabaco, demonstrando a essas famílias produtoras que é possível e necessária a diversificação no campo da fumicultura”.

Texto: Caroline Meira – Deser

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